Você pode estar cansado em ouvir falar na tal globalização, que o mercado agora é mundial e que os seus concorrentes estão em todas as partes do mundo e etc.
Numa reflexão um pouco diferente, eu gostaria de compartilhar o que senti ao conhecer a maior feira de tecnologia do mundo, num país onde se encontravam organizações e entidades com os mais variados objetivos, todos ligados à inovação e tecnologia, a CeBit realizada em Hannover, Alemanha.
No início parece até engraçado, numa verdadeira babel, de várias línguas onde o ponto de encontro é, sem dúvidas, a língua inglesa. Imagine os sotaques e o esforço que cada um tem que fazer para se entenderem. A boa notícia é que nos entendemos perfeitamente, pois falamos a linguagem dos negócios e da necessidade de cada um em expandir suas fronteiras.
Outra linguagem mundial que destaco é a da Inovação! É perceptível o quanto todos estão preocupados em fazer diferente, em buscar novas soluções para velhos problemas e abrir novos mercados para gerar outras necessidade e buscar novos clientes.
Neste momento, muitos países estão com suas economias saturadas, quase que estagnados e internamente não têm como evoluir em seus negócios. Surge então a necessidade de buscar os tais países em desenvolvimento, o grande mercado em potencial.
E como estamos por aqui?
Vejo que em nosso país, em franco desenvolvimento, ainda estamos correndo atrás de nossas necessidades básicas, com a grande maioria da população na base da pirâmide ou abaixo dela, quando comparando à teoria de Maslow. Diferente da Europa, onde a maioria dos países há tempos já se preocupa, em níveis bem mais avançados do que aqui, com o bem estar da população, evoluindo questões relacionadas à saúde, transporte, educação e soluções para a população que vai envelhecendo.
É certo que ainda somos jovens e temos um longo caminho a percorrer para alcançar os níveis de desenvolvimento em que se encontram nações do velho continente. Mas uma coisa que não me sai da cabeça (bem grande por sinal) são os chamados “Clusters” de desenvolvimento que visitei por lá.
Juntando universidade, poder público e a iniciativa privada, acredito que podemos aproveitar as grandes oportunidades que batem a porta do nosso país e de nosso estado. Especialmente em Goiás, vejo uma vocação muito forte para tecnologia, que deve ser potencializada pelos nossos governantes e empresários em prol do desenvolvimento da sociedade.
Acredito que, sem segredos, a chave do sucesso é investir na aproximação dos setores envolvidos, onde o que deve sobressair não é a vontade de política de A ou B, não são as vaidades desta ou de outra instituição, mas um pensamento onde todos estejam alinhados acreditando que esta junção desencadeia desenvolvimento e promove a evolução da sociedade.

Parabéns, Marsal, pela iniciativa da missão ao Exterior (Cebit) e pela conclusão. A interdependência e um pouco menos de vaidades podem nos ajudar a dar um grande passo.
Abraços,
BetoQ.
Obrigado pelo seu comentário Beto! Isso me incentiva continuar compartilhando as experiências.
Parabens pela iniciativa. Suas observações são pertinentes. Aos poucos vamos superando nossas deficiências estruturais e vamos galgando algumas posições rumo a um futuro melhor para todos. O Brasil é uma grande nação e Goiás um grande estado. O nosso maior desafio é erradicar a miséria e alavancar o crescimento. Isto passa por uma série de melhorias principalmente na qualidade do ensino.
Abraços,
Nelcivone
Obrigado pelas palavras Nelcivone! Através de pessoas como você, acredito definitivamente que estamos amadurecendo a gestão pública.